quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Já cuidou de sua pele hoje?


A nossa pele sofre diariamente os efeitos do meio ambiente. Sol, vento, poluição, frio são fatores que prejudicam e castigam a pele. Para que ela se mantenha saudável, sem manchas, aspereza e ressecamento, são necessários cuidados diários básicos como: limpar, proteger e hidratar. A falta de uma boa alimentação e de um sono regular, em torno de 8 horas, também se refletem na pele. É claro que uma escapadela no prato ou na balada não irão abalar se houver o citado cuidado diário básico.

Sempre é bom consultar um dermatologista ou um estetiticista para saber o que usar, como tratar a pele, especialmente aquelas sujeitas a oleosidade, acne, manchas e outras imperfeições. Utilizar uma linha de produtos de qualidade é outro ponto importante e acreditem, faz a diferença.

Muito falado e pouco usado o filtro solar é imprescindível. Em tempos de buracos na camada de ozônio, extensa poluição e iluminação artificial o filtro solar com grau de proteção de pelo menos 30 FPS (Fator de proteção solar), aplicado no mínimo duas vezes ao dia, evita manchas, rugas, envelhecimento precoce e desvitalização da pele. Essa recomendação vem direto dos dermatologistas, alarmados com o aumento dos problemas de pele, especialmente câncer, resultantes da excessiva exposição aos raios ultra-violeta UVA e UVB.

Mas os que são cuidados diários básicos? Nada que tome um tempo exagerado. 1-Higienização com sabonete neutro ou demaquilante; 2- Tonificação para remoção dos resíduos de impurezas e, 3- Hidratação. A hidratação é o grande "barato" para todos os tipos de pele, utilizando-se o produto adequado a ela. O próprio corpo humano é constituído em 70% por água que, em constante movimento, hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades.Lembra-se dos 8 ou 10 copos diários - e, para a pele em forma de hidratante, também. Aliás, já existem hidratantes com filtro solar o que facilita o uso. As opções aparecem em fórmulas cremosas mais finas ou mais consistentes e, ainda, em gel. Aí vai do gosto pessoal e do tipo de pele.

Tipo de pele? Seca, Oleosa, Mista, Acnéica. Mas, isto fica para uma próxima vez.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Alumiô a lua, alumiô o mar...


"Estrela d´alva avisô que a fantasia já vai começá" ...

Com este refrão, abriu-se um dos momentos mais interessantes do I Encontro Nacional de Contadores de História, em Santa Bárbara D´Oeste, em meados de julho. Com apoio da Prefeitura daquela cidade e acompanhamento do Secretário de Cultura e Turismo local o evento reuniu 90 participantes de 33 cidades e cinco estados do país. A coordenação foi da Cia Xekmat de Teatro. O interessante é que a maioria dos contadores trabalha em grupos, onde há troca de experiências constante, aprimorando ainda mais essa arte. Há ainda contadores-solo, como Amauri Alves com seu “Contos da Mata”, um espetáculo imperdível. Os contadores são verdadeiros artistas que cativam crianças e adultos levando-os a participar ativamente das narrativas. Entre alguns, destaque para os grupos Era Uma Vez e Seiva, Suzana Montauriol e Valter Valverde.
As histórias, em sua maioria, são aquelas que todo mundo conhece. Ganham, porém, nova dimensão na voz e no trejeito de cada contador. O público, numeroso no domingo que foi o último dia do encontro no Parque dos Ipês, foi convidado a se acomodar em enormes colchas de retalhos para ler histórias ou junto ao pequeno palco para ouvi-las.
Ninguém se fez de rogado. Tirando ou não os sapatos homens, mulheres e crianças acomodaram-se sobre a colcha para escutar a conhecida história do Lobo Mau e os 3 Porquinhos. A simplicidade do cenário faz com que cada ouvinte o crie em sua própria imaginação, deixando-se envolver, também, por um efeito quase hipnótico.
"Era uma vez" ... e seguia a narrativa conhecida, quando irrompe o palco o próprio Lobo Mau gritando: "Calúnia! Calunia! Calúnia! Não aguento mais tanta calúnia. Sou um lobo tão velho e todos querem fazer acreditar que eu comi aqueles três porquinhos."
A partir daí o lobo começa a contar a sua versão dos fatos (não sei porque me lembrou o presidente Lula ao repetir sempre que não sabe e não viu. Bem, mas esta já é outra história, nada infantil).
As crianças, em especial, não se deixaram enganar pela falsa e comovente, porém nada fiel narrativa do Lobo, criando novos desfechos ainda mais engraçados. Como principalmente os livros, o teatro e até o cinema permitem fazer a imaginação voar, essa parte do encontro chamava-se "histórias de cabeça para os pés, que permitem sonhar um mundo ao revés". Quer coisa melhor para entreter, levar cultura e interesse pela literatura e pelas artes a crianças, jovens, adultos e idosos?
Em tempo, o evento foi totalmente gratuito e as pessoas de outras localidades ficaram alojadas e receberam refeições no Caic (Centro de Atendimento Integral a Criança) daquele município.
O Encontro de Contadores de História é uma iniciativa que qualquer prefeitura pode promover, com custo mínimo e benefício máximo... claro, desde que os que estão no poder tenham interesse (ainda que político) em Educar. Essa é uma forma lúdica e prazerosa.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Tragédia anunciada

Em meio aos sentimentos de tristeza e de indignação causados pelo acidente aéreo de ontem, dia 17/07/07, em São Paulo, a voz do presidente do Sindicato dos Aeroviários, Carlos Camacho, deu a definição exata: uma tragédia anunciada.
Morei em São Paulo, bem próximo ao aeroporto de Congonhas, boa parte de minha vida. Há uns 30 anos não era permitida a construção de prédios acima de cinco andares nos bairros de seu entorno. Da janela de meu apartamento avistava-se o xadrez que demarca o final da pista. Mesmo com aviões de potência bem inferior as atuais aeronaves o perigo e o ronco dos motores já assustavam a vizinhança.
O tempo passou e o aeroporto continua o mesmo, pior ainda, a cidade se aglomerou a sua volta e centenas de espigões fecharam a paisagem. Quem autorizou essa invasão da área no entorno do aeroporto e a mudança de parâmetros das construções?
Agora especulam-se as causas do acidente. Mas, sejam elas quais forem, não se pode abonar a responsanbilidade das autoridades públicas e do empresariado aéreo. Como bem apontou Camacho, ambos (governo e autoridades da aeronáutica, mais os empresários) são gananciosos. Muito dinheiro correu para que não se permitisse (e nem agora permitirão) a desativação de Congonhas para aeronaves de grande porte. Assim como não deixaram que as reformas da pista e do pátio do aeroporto fossem executadas desde o início do ano. Isso significaria seu fechamento por cerca de três meses e como ficariam seus investimentos?
Resta aos que perderam parentes e amigos pranteá-los. Resta a todos nós chorar, também, pelo descalabro dessa crise aérea e de tantas outras a que assistimos diariamente, tratando seres humanos e a dignidade de nossas vidas como coisa sem valor.

Ouro para a torcida

Melhor que o desempenho dos atletas neste Pan foi a vaia ministrada a sua excelência o presidente da República, na abertura do evento. Lula ficou magoado. Tadinho! Provou do mesmo veneno que sempre destilou quando era pedra e não vidraça.
Depois, garantiu que foi tudo orquestrado. Realmente, uma orquestração que reunia pessoas das mais diversas partes do país, que nunca tinham se visto e que ao verem o ilustre mandatário da nação tiveram a mesma idéia: vaiar!!! Porque a situação deste país está além de qualquer esculhambação que já se assistiu.
De fato, é ouro para a torcida brasileira, que mostrou que nem todos estão tão satisfeitos como as recentes pesquisas de opinião insistem em afirmar.

Extraído do Blog do Noblat - compre uma camiseta da vaia ao Lula no Pan2007/ não ganhamos comissão, o objetivo é só encher o saco do Lula. Aliás, já aguentamos tanto o PT, que agora é hora de dar o troco ou melhor: vaias!

http://www.camisaonline.com.br/estampa_info.php?imgF=arquivos/cat/Esportes/jogos%20panamericanos/p/af_5514_37263.jpg&a=100&l=100&img_id=37263&c=F

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Lágrimas de Crocodilo

Um advogado conhecido preparou a peça de uma ação sobre a crise nos aeroportos, enfatizando a questão emocional do cliente, retido por um dia em Guarulhos, quando deveria ter chegado ao seu local de destino. Desconheço os meandros do Direito. Porém, o que me chamou atenção foi a ênfase no emocional, quando o que se está exigindo é pura e simplesmente o direito do consumidor. Oras, se o contrato de viagem prevê que a referida seja realizada tal dia. Ponto. Ela deve ser no dia combinado, nem antes e nem depois.
Ao refletir sobre esse assunto de pronto lembrei-me do depoimento do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), chegando às lágrimas no plenário. Aliás, Roriz não foi o primeiro e nem o último a chorar ao se defender de acusações que garante serem injuriosas ou arquitetadas por seus inimigos. O Congresso tem virado um verdadeiro vale de lágrimas.
Neste caso o chororó não surtiu efeito. Quero crer que a orientação para que Roriz vertesse copiosas lágrimas tenha partido de seu advogado, que não sei quem é. A tática, usada à exaustão em Brasília nos últimos anos, não comove mais ninguém. É bom que assim seja. Melhor ainda que haja punições exemplares (ó credulidade!).
Por outro lado, Roriz é bastante versátil em sua pantomima. Agora dá risada, diante da impunidade. Renunciar para não ser cassado e se tornar inelegível. Ele acredita na memória curta do eleitorado, que infelizmente é capaz de reconduzi-lo ao Senado, lembrando-se apenas de suas "lágrimas de crocodilo".
É, tenho que dar a mão à palmatória! Está certo o advogado lá do começo da história em apelar para o emocional e não para o que é direito e justo.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Pró-Memória

O Sesi de Mogi Guaçu abre inscrições para a 2a. etapa da Oficina de Treinamento de Memória, a partir do dia 20 de julho. Há taxa de inscrição (R$ 15) e os encontros semanais têm duração de quatro meses. A oficina é direcionada a maiores de 55 anos, acontecendo às 3as. feiras, das 8h00 às 11h00, na sede da entidade no Jardim Novo II. As vagas são limitadas.
A primeira etapa encerrou-se em 21 de junho com uma exposição organizada pelos oito participantes. Cada um trouxe para a mostra elementos do resgate de sua história pessoal através de fotos, escritos, objetos, roupas e lembranças, formando uma colcha de retalhos das décadas passadas. Pode-se perguntar: "mas o que isso tem a ver com a memória?"
A resposta é: tudo. Porque, como foi bem destacado durante cada aula, quando a memória está ligada à emoção, os mínimos detalhes não passam despercebidos. Os relatos no grupo, além de interessantíssimos, demonstraram que o cérebro retém em seus milhares de escaninhos muito mais do que se imagina.
Já a parte prática da oficina fez cada participante treinar a atenção, forçar o raciocínio, buscar o novo e "desligar o piloto automático" que nos move no dia a dia, melhorando significativamente a qualidade de vida de cada um.
Ainda retomando a exposição realizada. Os cerca de 400 visitantes, em sua maioria estudantes de educação infantil e ensino básico do Sesi, mostraram-se bastante interessados. Tiveram oportunidade de conhecer aspectos de diferentes períodos brasileiros, recebendo informações que poderão levá-los a ser mais curiosos em relação a sua própria história e de sua família. Um exemplo: logo teremos o feriado estadual de 9 de julho - homenageando a Revolução Constitucionalista de 1932, levada a cabo pelos paulistas e, entre eles, muitos guaçuanos. Praticamente nenhum estudante tinha a menor informação sobre esse episódio, documentado ali através de um livro e de um relato. Com certeza entre os antepassados destas novas gerações estiveram alguns ex-combatentes. Porém, o distanciamento é grande e os mais jovens simplesmente não têm quem lhes conte essas histórias.
Para um país sem memória nada melhor que motivar os estudantes a efetuarem um resgate de si próprios, da sua cidade e da importância que os fatos de ontem e de hoje têm sobre o futuro. Isso é despertar a cidadania e quem sabe criar um espírito mais lúcido e crítico.

Mais informações sobre esse projeto sócio-cultural pode ser obtido no site:
http://www.sesisp.org.br/home/2006/sociocultural/

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Desabafo

Moro num país tropical, que dizem abençoado por Deus, porém dotado da pior espécie de políticos... No qual todos visam apenas os seus interesses pessoais. Moro em um país tropical onde o presidente da República, inebriado pelo poder, contrata para cargos especiais cerca de 22 mil pessoas, mas não tem verba para dar um reajuste decente aos aposentados, aliás, velhos, que deveriam ficar quietinhos em seu canto, segundo ele. Moro em um país tropical onde o cáos aéreo é atribuído ao "boom econômico". Possivelmente deve ser nas contas daqueles que conseguiram triplicar seus rendimentos nos últimos quatro anos, comprando bois que não existem e vendendo a açougues imaginários. Moro em um país tropical em que o presidente do Senado se acha melhor que qualquer um e conta com aliados para esticar o assunto de sua cassação até conseguir tirá-lo do foco. E ainda posa para fotos fazendo charminho com uma senadora que usa óleo de peroba e não maquiagem.
Moro em uma cidade do interior ... com ruas esburacadas, sujas, porém, dotadas de lombadas estranhas, verdadeiros degraus nas avenidas, inclusive nas subidas como é o caso da Avenida padre Jaime...Quanta criatividade em engenharia...
Moro em uma cidade do interior sabendo que posso ser assaltada a qualquer hora do dia e em qualquer lugar, mesmo dentro da minha casa. Ou atropelada por um motociclista que não respeita as leis de trânsito, sem ver por perto nenhuma autoridade que o coiba. Moro em uma cidade do interior onde a fuligem da queimada da cana danifica a saúde das pessoas, sem que as autoridades ambientais tomem qualquer providência. Moro em uma cidade do interior em que já pululam candidatos para as eleições de 2008, tirando de seus baús as ultrapassadas e nunca cumpridas promessas. Moro em um cidade do interior onde é possível encontrar a qualquer hora do dia as ditas "autoridades políticas" fora de seus locais de trabalho e em ações que nada têm de administrativas ou legislativas.
Qual a razão disso tudo? Um desabafo! Cansaço, desânimo de ver que as coisas não mudam e quando isso acontece é para pior, muito pior, enquanto a população se acomoda para assistir realitys shows que a levem para bem longe de qualquer aparência de realidade. Nada mal para mastigar no final de semana, não!